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[e-farmacos] Anvisa e PF combatem falsificacao de medicamento contra leucemia


  • From: "Ramos, Joana" <jdr@ramoslink.info>
  • Date: Mon, 3 Dec 2007 20:52:42 -0700

---------------- mensagem original--------------------------------

http://www.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2007/131107_1.htm

Brasilia,

13 de novembro de 2007 - 15h

Anvisa e PF combatem falsificação de medicamento contra leucemia

Operação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Polícia Federal (PF) executa, nesta terça-feira (13), 11 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é identificar locais onde há suspeita de falsificação ou comercialização irregular do medicamento Glivec, produzido pelo laboratório farmacêutico Novartis Biociências S.A e indicado para o tratamento de leucemia.

Participam da ação, no Rio, seis fiscais da Anvisa e seis servidores da Vigilância Sanitária do estado, além de agentes da PF. Nesta terça-feira, a Anvisa também atua, em parceria com as Vigilâncias estadual do Rio Grande do Sul e municipal de Porto Alegre na fiscalização da venda do Glivec, que pode ter sido falsificado no Rio de Janeiro e comercializado na capital gaúcha. Três fiscais da Agência foram deslocados para o sul do país.

Até o momento, foram constatadas irregularidades fiscais e sanitárias nos locais inspecionados no Rio de Janeiro, como ausência de autorização e alvará de funcionamento. Em Porto Alegre, até o momento, os fiscais da Anvisa e da Vigilância estadual apreenderam duas caixas de Glivec falsificado que era comercializado por uma distribuidora da capital.

O proprietário do estabelecimento foi conduzido à superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul para a abertura de inquérito. Cada caixa de Glivec apreendida continha 30 comprimidos. No mercado, o medicamento chega a ser comercializado por R$ 10 mil.

O Glivec é um medicamento conhecido como "inibidor de proteína" utilizado no tratamento de pacientes adultos com leucemia mielóide crônica (LMC), na fase incial da doença. O Glivec também é indicado para o tratamento de pacientes adultos com "tumores estromais gastrintestinais (GIST) malignos, não-ressecáveis e ou metastáticos", ou seja, quando a doença já se encontra em estágio avançado.

Investigação - As investigações da Anvisa começaram a partir de denúncia feita à Agência por um hospital de Porto Alegre. Após análises, a Anvisa constatou que houve falsificação do lote Z0047 do Glivec - fabricado em janeiro deste ano, com validade até dezembro de 2008 e na versão 400mg do medicamento. A Agência já notificou a Novartis a realizar o recolhimento de todos os produtos do referido lote no país. Os demais lotes do Glivec continuam sendo comercializados e distribuídos sem restrições, até o momento.

Recomendações - Por medida de precaução e proteção à saúde, a Anvisa publicará Resolução(PDF) , no Diário Oficial da União desta quarta-feira (14), determinando a suspensão do comércio e uso, em todo o país, do lote Z0047 do medicamento Glivec (fabricação 01/2007; validade 12/2008).

A Resolução da Anvisa determinará, ainda, a apreensão e inutilização do medicamento Glivec que foi falsificado (lote Z0047; fabricação 01/2007; validade 12/2008). Veja, abaixo, as características de um medicamento falsificado.

A Agência recomenda ao paciente que, em caso de utilização ou suspeita de uso do lote em processo de recolhimento, ele procure imediatamente o médico ou um profissional de saúde para procedimentos de (re)avaliação do quadro clínico. O paciente também deve providenciar a troca do Glivec 400mg/lote Z0047(falsificado) pelo medicamento de outro lote.

A Anvisa orienta, ainda, que os profissionais de saúde verifiquem atentamente se os medicamentos adquiridos pertencem ao lote com problemas. Os pacientes que ainda possuem o produto - como também os profissionais de saúde - devem entrar em contato com o Serviço de Informação ao Cliente (SIC) da empresa Novartis, pelo telefone 0800-888-3003.

Os profissionais de saúde também devem notificar as suspeitas de possível inefetividade terapêutica ou outros eventos adversos relacionados ao uso do lote recolhido (Z0047) do medicamento Glivec por meio do Formulário de Notificação de Suspeita de Reação Adversa a Medicamento. Os pacientes também podem notificar essas suspeitas por meio do Formulário de Comunicação de Evento Adverso.

Sanções - De acordo com o Código Penal e a Lei 9.677/98, a adulteração e falsificação de produtos destinados para fins terapêuticos ou medicinais, bem como a importação, venda e armazenagem são considerados crimes hediondos contra a saúde pública.

Conforme as normas em vigor (leis 5.991/73, 6.437/77 e 9.294/96 como também as resoluções 102/00 e 833/97 da Anvisa, que tratam do comércio e da propaganda de medicamentos e produtos para a saúde), os fabricantes e distribuidores em situação irregular terão as atividades paralisadas e não poderão fabricar nem comercializar qualquer produto.

As "empresas" ainda poderão ser penalizadas com multa que varia entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão, definida conforme a avaliação da gravidade do fato e possíveis antecedentes ou irregularidades sanitárias.

Denúncias - Denúncias sobre medicamentos falsificados podem ser feitas à Ouvidoria da Anvisa pelo endereço eletrônico ouvidoria@anvisa.gov.br.

Mais informações sobre desdobramentos da ação policial podem ser obtidas por meio da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal: (61) 3311-8142.

Diferenças entre o medicamento verdadeiro e o falsificado
Por meio da raspadinha "Raspe Aqui"
1- todas as caixas de medicamentos Novartis têm um espaço "Raspe Aqui" para comprovação da origem e qualidade do medicamento;

2- É necessário raspar no local indicado na lateral da embalagem;

3- Ao raspar, aparecerá a inscrição "Qualidade Novartis", o que certifica que o medicamento é original;

4- As caixas do lote falsificado não apresentam a inscrição "Qualidade Novartis" quando o local indicado for raspado.

Por meio da marca do laboratório 1- Cada comprimido do medicamento Glivec tem uma gravação que valida a fabricação pela Novartis; 2- De um lado está gravada a sigla "NVR" e, do outro, a sigla "SL". Os comprimidos falsificados não possuem as siglas.


Joana Ramos, MSW
Cancer Resources & Advocacy
Seattle WA USA
+1-206-229-2420
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