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[e-farmacos] Brasil notifica amenazas a German Velasquez


  • From: e-farmacos@usa.healthnet.org
  • Date: Tue, 24 Jul 2001 02:06:46 -0400 (EDT)

E-farmacos: Brasil notifica amenazas a German Velasquez
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[En los ultimos dias se han difundido algunos mensajes en la lista de
discusion 'e-drug' que recogen la informacion publicada por el periodico
brasilenho O Globo sobre las amenazas a German Velasquez. Reproducimos
la noticia original aparecida en este diario, que puede consultarse,
tambien, en la direccion siguiente:
http://oglobo.globo.com/mundo/589320.htm , AF.]

"Ameassas de morte na OMS
Deborah Berlinck Correspondente GENEBRA

O coordenador do programa da Organizassao Mundial de Saude (OMS) para
medicamentos, German Velasquez, esta sob ameassa de morte. O caso, que
lanssa serias suspeitas sobre a industria farmaceutica e envolve uma
serie de incidentes no Rio, em Miami e na Franssa, mobilizou a diressao
de uma agencia da ONU que esta no centro da polemica internacional sobre
redussao de pressos de remedios, sobretudo os essenciais, como os
medicamentos de combate a Aids.
Tres governos foram oficialmente informados - Brasil, Africa do Sul e
Colombia - bem como duas organizassoes nao-governamentais,a Medicos sem
Fronteiras, de Paris, ea Oxfam, de Londres.
A OMS esta tentando manter o caso sob sigilo. O porta-voz da
organizassao, Gregory Harlt, disse que o servisso de seguranssa da ONU
esta mobilizado para esclarecer o episodio. Mas se recusoua confirmar os
detalhes:
- Nao posso confirmar ou declarar nada neste momento - desconversou.
A sucessao de incidentes envolvendo o medico colombiano Velasquez, um
critico da atuassao da industria farmaceutica na questao de remedios
essenciais, comessou no dia 26 de maio no Rio, na Avenida Atlantica. A
caminho de uma reuniao da OMS em Miami, Velasquez passou pelo Rio para
ir a posse de Jorge Bermudez na diressao da Escola Nacional de Saude
Publica, da Fiocruz.
Por volta das 23h, ele saiu do hotel em Copacabana para comer.
Caminhando pela Atlantica, dois garotos o ameassaram com uma faca,
ordenando que entregasse o relogio. Ele argumentou que era apenas um
Swatch (o mais barato relogio suisso) e acabou com um ferimento de
aproximadamente sete centimetros no pulso, sem o relogio e a jaqueta.
O que parecia ser um simples assalto no Rio, entretanto, ganhou outra
dimensao em Miami, dois dias depois. Caminhando numa rua chamada Lincoln
Road, ele foi atacado por dois homens. Eles o empurraram contra a parede
de um edificio e um deles, com um revolver, disse: "Vamos te matar".
Velasquez teria comessado a chorar, argumentando que tinha quatro
filhos. Um dos homens, entao, teria feito uma referencia ao assalto do
Rio, e dito: "Nao se meta coma industria farmaceutica".
O funcionario da OMS ligou para seus superiores em Genebra, onde fica a
sede da organizassao, e os avisou. Mas as ameassas nao parara mai. De
voltaa Genebra, ele ja recebeu mais de tres telefonemas intimidatorios.
Num deles, a pessoa dizia que ele nao deveria ira uma reuniao convocada
pela Organizassao Mundial de Comercio para debater oacordo de
propriedade intelectual que obriga os paises a respeitarem patentes. Ele
perguntou quem estava falando, e a pessoa respondeu: "Lincoln Road",
numa referencia a Miami.
Agora, nao apenas a seguranssa da ONU foi mobilizada como tambem a
policia da Franssa, ja que os telefonemas foram feitos para a casa de
Velasquez em Ferney Voltaire, um vilarejo frances na fronteira com a
Suissa, a dez minutos de carro da sede da OMS.
Procurado pelo GLOBO, Velasquez se recusou a falar e pediu que o
porta-voz da OMS fosse contactado. Os detalhes, entretanto, foram
confirmados ao GLOBO por varias fontes que ouviram a historia
diretamente do funcionario da ONU, e constam tambem de telegramas
diplomaticos enviados as capitais. A missao diplomatica do Brasil junto
a ONU, em Genebra, nao quis comentar oassunto.
Duas entidades da industria farmaceutica -a Federassao Internacional
das Associassoes Nacionais da Industria Farmaceutica, com sede em
Genebra, e a Associassao Europeia de Medicamentos Genericos - nao
quiseram comentar o assunto. Um representante da industria de genericos,
entretanto, que falou na condissao de nao ser identificado, classificou
o episodio de estranho e disse que nao consegue entender quem da
industria, da linha de ponta em pesquisa ou de genericos, poderia se
beneficiar com um ato tao baixo.
Phil Bloomer, da Oxfam, uma das ONGs que acompanham o caso, disse num
comunicado: "Fomos informados pela OMS sobre esta situassao grave e
levamos esse episodio extremamentea serio. Esperamos quea investigassao
revele rapidamente os motivos e os atores responsaveis por esses ataques
e ameassas a German"."

[NOTA: Mensaje sin acentos ni caracteres especiales.]
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Envíe el correo para la conferencia de `e-farmacos' a:
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Envíe las peticiones administrativas a:
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Para la ayuda adicional, envíe el correo a:
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